BOLETIM
VACINAS
E NOVAS TECNOLOGIAS DE PREVENÇÃO - Nº 32
PUBLICAÇÃO DO GIV - GRUPO DE INCENTIVO À VIDA - Fevereiro de 2019
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Boletim Vacinas e Novas Tecnologias de Prevenção Anti-HIV/AIDS - GIV

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I = I
Indetectável = Intransmissível [I=I]
RISCO DE TRANSMISSÃO DO HIV A PARTIR DE UMA PESSOA VIVENDO COM HIV QUE TENHA CARGA VIRAL INDETECTÁVEL
DECLARAÇÃO DE CONSENSO E MENSAGEM INTRODUTÓRIA
Original em inglês: https://www.preventionaccess.org/consensus
21 de julho de 2016
Indetectável = Intransmissível

Pessoas vivendo com HIV em tratamento antirretroviral com carga viral indetectável em seu sangue têm um risco insignificante (negligenciável) de transmissão sexual do HIV. Dependendo das drogas empregadas, pode levar até seis meses para que a carga viral fique indetectável. Supressão viral do HIV contínua e confiável requer a seleção de medicamentos apropriados e excelente adesão ao tratamento. A supressão viral do HIV deve ser monitorada para assegurar tanto os benefícios de saúde pessoal quanto de saúde pública.

Nota: Uma carga viral de HIV indetectável somente impede a transmissão do HIV para parceiros sexuais. Preservativos também ajudam a prevenir a infecção pelo HIV assim como outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) e gravidez. A escolha do método de prevenção para o HIV pode ser diferente dependendo das práticas sexuais de uma pessoa, das circunstâncias e de seus relacionamentos. Por exemplo, se alguém está tendo relações sexuais com múltiplos parceiros ou está em uma relação não-monogâmica, pode considerar a utilização de preservativos para prevenir-se de outras IST.

“NEGLIGENCIÁVEL” = tão pequeno ou sem importância que não vale a pena considerar; insignificante.

Agora há confirmação baseada em evidências de que o risco de transmissão do HIV a partir de uma pessoa vivendo com HIV ou AIDS (PVHA), que esteja em Terapia Antirretroviral (TAR) e conseguiu uma carga viral indetectável no sangue por pelo menos 6 meses é negligenciável ou inexistente. O HIV nem sempre é transmitido mesmo com carga viral detectável, mas quando o parceiro com HIV tem carga viral indetectável, isto não só protege a saúde da pessoa com HIV como também impede novas infecções.

a maioria das PVHA, agentes de saúde e aqueles em risco potencial de infecção pelo HIV não estão cientes da magnitude da prevenção do HIV que ocorre com um tratamento que funciona

Entretanto, a maioria das PVHA, agentes de saúde e aqueles em risco potencial de infecção pelo HIV não estão cientes da magnitude da prevenção do HIV que ocorre com um tratamento que funciona. A maior parte das informações sobre o risco de transmissão do HIV é baseada em pesquisas antigas e influenciadas por restrições de agências ou de fundos e também por políticas que perpetuam negatividade sexual, estigma e discriminação em relação ao HIV.

A Declaração de Consenso acima aborda o risco de transmissão do HIV por PVHA que tenham uma carga viral indetectável e é endossada por importantes investigadores de cada um dos estudos mais proeminentes que examinaram esta questão. É importante que pessoas vivendo com HIV, seus parceiros íntimos e agentes de saúde tenham informações precisas sobre os riscos de transmissão do HIV a partir dos que obtiveram sucesso na TAR.

Ao mesmo tempo, é importante reconhecer que muitas PVHA podem não chegar a alcançar o status de indetectável por conta de fatores que limitem o acesso ao tratamento (por exemplo: sistema de saúde inadequado, pobreza, racismo, negação, estigma, discriminação e criminalização), uso prévio da TAR que tenha resultado em resistência a antirretrovirais ou toxicidade dos medicamentos. Algumas podem escolher não se tratar ou podem ainda não estar preparadas para iniciar o tratamento.

a terapia antirretroviral eficaz previne a transmissão do vírus pode ajudar a reduzir o estigma ligado ao HIV e encorajar as PVHA a iniciar e aderir a um tratamento com antirretrovirais que funcionem

O entendimento de que a terapia antirretroviral eficaz previne a transmissão do vírus pode ajudar a reduzir o estigma ligado ao HIV e encorajar as PVHA a iniciar e aderir a um tratamento com antirretrovirais que funcionem.

A Declaração de Consenso foi endossada por cientistas dos mais renomados do mundo, por instituições de saúde de muito prestígio e também por ONGs. As ONGs interessadas podem aderir acessando a página https://www.preventionaccess.org/consensus.

Entre os apoiadores da Declaração estão o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, em setembro de 2017, o editorial da revista científica The Lancet, em novembro de 2017, o Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, em dezembro de 2017, o Programa Municipal de DST/AIDS de São Paulo, em dezembro de 2017, e a Sociedade Brasileira de Infectologia, em janeiro de 2018.

TRANSCREVEMOS A POSIÇÃO DA DIVISÃO DE AIDS DO CDC DOS EUA

Posição da Divisão de AIDS do CDC dos EUA sobre
“Indetectável = Intransmissível”

“Avanços científicos mostraram que a terapia antirretroviral (TAR) preserva a saúde das PVHA.

Também temos fortes evidências da efetividade da prevenção com a TAR.

Quando a TAR resulta em supressão viral, definida como inferior a 200 cópias/ml ou níveis indetectáveis, ela previne a transmissão sexual do HIV. Em três estudos diferentes, que incluíram milhares de casais e vários milhares de relações sexuais sem camisinha ou PrEP (Profilaxia pré-Exposição) não foram observadas transmissões do HIV para um parceiro HIV-negativo quando a pessoa com HIV estava virologicamente suprimida.”

  • “Alcançar a supressão viral protege o sistema imunitário do corpo, ajuda as pessoas com HIV a permanecerem saudáveis e impede a transmissão do HIV para outras pessoas.” – UNAIDS – Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (2016).

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Edição 31
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